Tire a pressão sobre o 1º EQ

concurseiro

Estamos na véspera do 1º Exame de Qualificação do Vestibular UERJ. A verdade é que, depois dessas primeiras semanas ou meses de estudo, o dia de véspera não vai resolver suas deficiências. Use-a para descontrair um pouco, relaxar. Você pode dar uma revisada nos resumos que produziu e nas regras das Táticas de Chute que aprendeu de forma exclusiva no CT de Guerrilha. Mas, se você ainda não se sente preparado, não se desespere!

O maior adversário não será a prova, mas você mesmo. A ansiedade, a insegurança e o medo são os obstáculos a superar, pois ocupam nossas cabeça com pensamentos negativos que só atrapalham. É aquela velha recomendação que já soa como clichê: mantenha calma e foco. Encarar cada questão com tranquilidade é a melhor forma de atingir seu objetivo.

Não deposite todas as suas fichas nesse 1º EQ! Que tal encará-lo como um “simulado de luxo” para o 2º EQ? O primeiro exame aponta os erros que você precisará corrigir para ter um desempenho melhor no segundo exame. Encare isso como um processo contínuo. O 1º EQ é só o começo.

Eu sei que é difícil para um candidato compreender o concurso como um projeto de médio e longo prazo, pois vejo isso todos os anos. A tendência é pensar no curto prazo.

Por exemplo, vamos ver o caso do Jerônimo (fictício) que acabou de entrar no CT de Guerrilha todo animado, porque não estuda faz muito tempo, tem dificuldade na maioria das matérias e viu a luz no fim do túnel. Aí, orientado por mim, logo nos primeiros dias ele faz o simulado e fica frustrado porque tirou E. Para ele o mundo vai acabar, porque só tem 2 meses até a prova e não está preparado. Aí eu entro em cena e explico ao Jerônimo que isso é o começo de uma preparação, lembro o caminho que deve seguir, que temos um plano a seguir e tudo o mais.

Aí ele se anima, estuda pra caramba, e vai pra prova com seu objetivo de tirar A logo no 1º EQ. Aí o que acontece? Ele tira C. Em vez de ele lembrar que ele saiu de um E para ir para C, que ele agregou conhecimento, que ele evoluiu, que é um processo e que se ele continuar assim provavelmente vai pegar um A ou B no próximo EQ, não! Para ele, foi um fracasso, porque em vez de conseguir um A para o discursivo, na cabeça dele ele vai ter que “estudar tudo de novo”, que vai “perder tempo que deveria estar estudando para o discursivo”, que “estudou tanto para nada”, e o “tempo tá passando e ele não está preparado”, e por aí vai, só negatividade. Aí eu entro em ação de novo, explico que o 1º EQ faz parte da preparação, que o 1º EQ é muito importante para aparar arestas visando o 2º EQ. Ele vai, se anima, estuda e faz o 2º EQ. Aí ele tira B. Eu te pergunto, ele fracassou?

Não! Isso é sucesso! O cara saiu de um E para um B. Ele continua em evolução, agregação cíclica de conhecimento a todo vapor. Está aprendendo mais e cada vez mais rápido. O Jerônimo sabe que B não é ruim, mas acha que não dá para passar com B, que o seu curso é muito concorrido e precisa do A. Ele já pensa em desistir da prova esse ano para fazer só no ano seguinte, mais preparado. Aí eu entro em cena novamente, e explico para ele que isso é um processo, que ele desistir agora, ele vai interromper o processo de agregação cíclica, que quando ele voltar ano que vem, estará menos preparado do que está agora. E talvez começará quase da “estaca zero” novamente.

A essa altura o cara tá achando que é blá blá meu. Mas mesmo assim ele vai lá e estuda de forma relaxada, e faz a prova por fazer, só para ver qual é e pegar experiência. Aí ele vai e mete 50 pontos na discursiva, bem pra caramba! De fato, com B não foi possível passar, mas se tivesse tirado A, teria passado!

Aí eu te pergunto, esse foi um ano perdido para ele? Não!

O cara saiu de um E para um B e meteu 50 pontos na discursiva. Você tem dúvida de que se ele continuar nesse ritmo ele vai tirar A e provavelmente vai passar no ano que vem?

Pois é. Isso não é historinha inventada agora, aconteceu exatamente dessa forma com uma aluna minha do CT 2012. Ela estava tentando o CFO CBMERJ, mas desistiu no ano seguinte. A única forma de fracassar neste concurso é essa, desistindo, já que nem limite de idade esse concurso tem.

Contei essa história toda, que eu vejo acontecer ano após ano, para te mostrar que o foco não deve ser no resultado, mas no processo. O foco não deve ser em quanto você vai tirar no 1º EQ ou no 2º EQ, mas no seu plano de estudo, quais matérias você vai estudar hoje, qual nível você está nas matérias, ou seja, no plano a ser seguido e na sua evolução nesse processo.

Então quando eu digo para focar no 2º EQ eu to querendo que você tire essa pressão em torno do resultado do 1º EQ e foque no plano a ser seguido.

Aí você me pergunta: tá mas depois do 2º EQ vem o discursivo, vai dar tempo de estudar para esse exame?

Este é um erro comum. Não pensar nos exames e estudos como um processo único e contínuo. Veja bem, você já está estudando para o discursivo a partir do momento que está estudando para o Exame de Qualificação! Você já está, desde agora, estudando conteúdos do Exame de Qualificação que também vão cair no Discursivo. Ou seja, se você estiver bem preparado nas matérias do EQ, você já estará a meio caminho andado para o Discursivo. O conteúdo do EQ é o básico. É a base que você deve ter para pegar o estudo mais avançado para o exame discursivo.

Nossos planos no CT de Guerrilha começam com um simulado. A partir daí você sabe quais são suas necessidades e saberá qual é o plano a seguir. Siga o plano, foque na agregação cíclica e na melhoria contínua. O sucesso, inevitavelmente, virá!

Boa prova e bons estudos, porque o primeiro exame é só o começo!

4 Comentários

  1. Arlindo Ferreira de Lima Júnior

    Obrigado!!!! Valeu pela forca! Estou tranquilo mesmo n estudando a parte de exatas! Rumo as 43!!

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  2. jorge souza

    – Valeu Alexandre, concordo plenamente com suas palavras. Um grande abraço e até a vitória.

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  3. VANESSA

    Muito obrigada precisava disso para descontrair e focar no meu objetivo.

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